Vermelho


 

Série composta por fotografias, vídeo e instalação. Foi desenvolvida em diferentes museus de arte contemporânea na cidade de Nova York, em 2019, como desdobramento de uma pesquisa que busca compreender a luz, como um elemento potencialmente transformador da percepção nos espaços expositivos, tanto das obras quanto de sua arquitetura. O procedimento consiste em aplicar um filtro diante da lente que altera os contornos e o ponto de foco além de tornar o recorte monocromático, a fim de modificar e subjetivar os espaços escolhidos.

“(…) A série Vermelho é bem mais intensa e provocativa. Talvez a principal questão para Isis nessa série desenvolvida nos museus de Nova York era compreender como a luz, invasiva e teimosa, determina e transforma o espaço. A mesma luz que gera desenhos improváveis e provoca um irresistível desejo de movimento. O vermelho é simbólico – recupera a luz do laboratório fotográfico, a tensão que há em alguns dos trabalhos de Cildo Meirelles e Mark Rothko – e surge através do uso de uma gelatina aplicada sobre a lente para criar um ambiente monocromático de uma inquietude fluída e contemporânea. O Vermelho nos obriga a trilhar o caminho sinuoso da memória que, evidentemente, nunca é neutra. A cor filtrada insinua as diversas camadas da imagem – delicada e mágica. Adentramos no denso e misterioso espaço e percorremos com os olhos as sutilezas das baixas luzes predominantes. Um espaço sedutor e minimalista.”

[Rubens Fernandes Junior in: Norte, um pouco à Oeste(invenções minimalistas), 2019]

 

Fotografia
pigmento mineral sobre papel 100% algodão
Edição de 5

Vídeo HD 00:22:00” (loop/no sound)
Edição de 5

Instalação
Desvio, da série Vermelho
faixas de tecido suspensas
impressão fotográfica em voil e cabo de aço